Eu sou provavelmente o cara com o maior nível de cagaço no Renegados… E no entanto me vejo na obrigação de escrever sobre o assunto tendo em vista a época do ano em que estamos. O Dia 31 de Outubro se aproxima, e com ele uma das mais tradicionais festas conhecidas pela sociedade, o Halloween, ou como é conhecido no Brasil, o dia das Bruxas.

Históriacamente falando (por que tem que ter um pouco de história) Esta não era pra ser uma data atribuída ao medo, terror e escuridão, visto que ela se origina em antigos ritos do povo Celta. O dia 31 de Outubro para os povos Celtas funcionava, como o dia 2 de novembro na doutrina cristã, onde se celebra o dia de finados. A diferença é que os celtas cultuavam seus mortos em conjunto com a deusa Yuubyeol, em forma de uma festa, visto que para eles a morte significava atingir uma espécie de perfeição existencial, onde não haveria nem fome, nem dor e nem nada ruim. A coisa começou a ficar confusa com o processo de “Cristianização” da Inglaterra e arredores, onde por causa da mistura de culturas, muitos costumes e datas acabaram se mixando, e dando origem a novos feriados e dias especiais nos calendários oficiais, bem parecido com o que aconteceu com a Roma de Constantino após a oficialização do Cristianismo como principal religião. O nome Halloween veio provavelmente do costume de se comemorar as vésperas dos feriados religiosos, sendo que dia 1° de Novembro é o dia de todos os santos, a noite do dia 31 de outubro torna-se uma noite sagrada ou a hallow evening e por aí vai…

A fama da festa como o dia das bruxas ainda esta ligada ao catolicismo, uma vez que o dia seguinte seria o dia de todos os santos, a noite seria a hora que as bruxas tinham pra praticar o que elas manjavam e gostavam de fazer (seja lá o que for).

Emfim, este é feriado que traz consigo uma porrada de tradições e costumes anteriores aos nossos ancestrais, que até valem uma coluna a parte em outra ocasião. A questão que quero tratar não é a história do dia das bruxas, mas no que ele se tornou para a nossa geração. Como todos sabemos, a mídia evolui de acordo com os nossos gostos. Calhou que para o azar de cagões como eu, tornou-se um desafio fazer peças de entretenimento voltadas ao estilho Terror/Horror cada vez mais convincentes e terríveis. E claro, não existe nenhuma data melhor para o lançamento deste tipo de mídia se não o Dia das Bruxas. O feriado então para nós desta geração, tornou-se a época de novos e aterradores produtos de terror a serem lançados. Teve início no Teatro, passando pelas rádios, até o cinema e hoje em dia até em games e boardgames.

Lá no longínquo ano de 1999 por exemplo, nasceu um projeto para os cinemas chamado The Blair Witch Project, posteriormente conhecido aqui no brasil somente como a Bruxa de Blair.

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Essa coisa, de fazer um filme de suspense/terror, como se fosse um documentário gravado a mão, por pessoas normais e não atores, fez a força do cagaço se elevar a níveis estratosféricos em diversas partes do mundo, apesar de a maldita bruxa nunca aparecer. Começa aqui, o inferno pessoal ou o chamado terror psicológico. Essa modalidade de terror/horror, tornou-se uma fórmula de sucesso nos anos que se seguiram.

Em 2007 foi a vez de uma outra produção independente com um estilo parecido.

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Aqui temos uma câmera fixa, filmando tudo o que acontece no quarto de um casal durante a noite. Um terror onde não é possível ver o que ataca nem de onde vem, só se sabe que esta lá e as pessoas podem ver o que ele causa. Essa sensação de incapacidade de se proteger ou de defender alguém é um dos aspectos que mais trava as pessoas ao assistir este filme. Muitos sucessores vieram com a mesma ideia mas nenhuma foi 100% efetiva quanto a original na minha opinião.

Outra mídia surpreendentemente explorada nas épocas “bruxais” nos ultimos anos, foram os videogames. Alguns trabalhos superam até mesmo filmes de altos orçamentos.

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Silent Hill II, é considerado por muitos o game mais terrível já lançado no gênero. É o sucessor de Silent Hill para PS1, jogo que este que desbancou grandes sucesso da época como Resident Evil e Alone in the Dark, pois tratava-se se uma forma de jogar uma história de horror completamente diferente do que já havia se visto. Aqui você vive o Personagem e enfrenta com ele todo o tipo de porcaria que possa acontecer ou aparecer, sem ter uma mínima pista do que vai encontrar ao virar a próxima esquina.

Evoluímos para uma forma avançada de terror, onde já não conta mais somente dar sustos, e a tradição do Halloween em si acabou ficando em segundo plano. A diversão ao que parece está no Sentir Medo De Verdade, ao assistir ou jogar algo que realmente o faça de maneira realista. Esta seria uma coluna de 15 páginas, se for contar a quantidade de filmes e jogos que existem sobre isso, por isso vamos parar por aqui deixando um ultimo Trailer do mais recente remake do Jogo mais sinistro ja feito até agora, ilustrando melhor o que eu disse sobre o fator Realidade misturado ao Sentir Medo.

Espero que curtam!

 

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