Olá amigos renegados, aqui quem fala é Connor, e hoje eu venho até vocês para trazer as minhas impressões sobre “A Ordem Perdida”, aqui na Estante Renegada.

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Escrito pelo autor Gabriel Schmidt, aos 16 anos, a história do livro se encaixa na literatura fantástica, ao qual estamos tão acostumados hoje em dia, e se inicia, narrando rapidamente os acontecimentos da terra, no passado remoto, contando o surgimento dos Titãs, dos Deuses, suas guerras pelo domínio do mundo e seus efeitos até hoje, onde os Deuses dão seus filhos através de sementes, para os humanos que por eles consideram merecedores dessa dadiva: a de se ter um filho, quando por meios normais não é possível, trazendo assim a felicidade aos pais “adotivos”. Mas isso tem um preço, já que, apesar de ser criada por humanos, a criança continua sendo filho ou filha de um Deus , e ao completar 13 anos, eles são levados para um lugar, onde, não apenas serão treinados, como também terão sua origem revelada, com o passar da história, o que não pode ser considerado rápido, pois diversos outros filhos dos Deuses são apresentados e tem suas histórias unidas ao primeiro desses personagens que nos é apresentado, nesse caso, o jovem Avél, filho do Deus Vis, Deus da energia. Deus esse , que não possui o melhor dos históricos a respeito de seus filhos, pois eles possuem fortes tendências, a causar problemas nesse mundo fantástico. E assim a trama se desenvolve de uma forma simples, pois diversos pontos de vista são apresentados e aos poucos características dos personagens também o são, de uma forma rápida pois eles precisam além de se adaptar aos seus poderes, recém revelados, se adaptar uns aos outros e aos conflitos que surgem, e que os levam através de uma jornada através das dimensões existentes no planeta.

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A leitura me foi muito agradável e rápida, apesar das referencias sentidas, pois essas foram as minhas impressões iniciais, busquei a originalidade em suas aplicações, e as achei de forma simples e direta, e para quem já conhece bem esse tema, também ira achar inúmeras referencias a cultura pop, entre outras mídias. Como muitos personagens foram apresentados, acredito que com o tempo eles possam ganhar uma profundidade maior, pois ainda tem muito que crescer e aprender, e nesse ponto também acredito que a experiência adquirida pelo autor irá influenciar muito mais esses fatos, pois ao meu ver eles demonstram uma inocência muito grande em muitos pontos, e outras situações, fora de cena no caso, como não são vistas pelos personagens e que são importantes para a história, mostram apenas como eles sofrem com os efeitos dessas ações e tem que se adaptar a elas. Alguns dos muitos elementos fantásticos mostrados, me deixaram com algumas perguntas sobre suas origens no ar, como a própria Ordem em si, que é um elemento muito importante para esse mundo em si, e outros que são revelados acabaram vindo como soluções diretas para seus problemas, mas acabam trazendo consequências fortes para os personagens.

Acredito que devido ao tamanho do livro, que tem 168 páginas, muita coisa deve ter ficado de fora, e agora tenho que aguardar o restante da história para poder ver as mudanças e definições de personalidade e suas características individuais dos personagens, assim como uma descrição maior dos elementos apresentados pelo livro, algo que eu senti falta, mas que não comprometeu a leitura.

Indico a leitura para quem se interessa por universo fantástico, pois escrever esse livro foi um risco, e para mim todos que se arriscam merecem respeito pelo trabalho feito e esforço empregado.

AOP

assConnor