SINOPSE

A Guerra Mundial Z quase extinguiu a humanidade.

Ignoradas para uso em relatório oficial, as entrevistas aqui reunidas trazem os testemunhos valiosos dos sobreviventes. Dos veteranos em batalhas em terras americanas às tropas europeias escondidas em castelos, passando por refugiados instalados em ambientes completamente inóspitos, os depoimentos eletrizantes desde livro documentam e captam, de forma assustadora, o terrível custo humano do surto que espalhou zumbis por todo o planeta. E como alguns lucraram com isso.

CRÍTICA RENEGADA

Fala zumbizada renegada, beleza?

Guerra Mundial Z é um livro um tanto diferente. Essa diferença acontece por causa da forma como a história é narrada: através de entrevistas. Max Brooks, mesmo autor de O Guia de Sobrevivência a Zumbis, mostra uma forma bem peculiar de narrar o início do surto zumbi no mundo todo, assim como a aniquilação da humanidade e a recuperação e sobrevivência dos poucos humanos que restaram ao redor do planeta. E essa é a parte mais legal de toda a narrativa!

O entrevistador, que nunca diz seu nome como uma forma de se colocar em segundo plano diante de cada entrevista documentada, se encontra com sobreviventes do mundo todo. De cientistas e suas tentativas falhas de acabar com a “doença” a militares que narram batalhas épicas e heroicas e até cidadãos comuns que lutaram pela própria vida e perderam os seus. Guerra Mundial Z acontece cerca de uma década após o grande surto zumbi e trás relatos que deveria ser utilizados pelos Governos Mundiais, mas que foram descartados por serem “pessoais demais”. Mas afinal, como não ser íntimo ao mostrar a tentativa da humanidade de se reconstruir após ser retalhada pela doença?

Guerra Mundial Z

No momento presente do livro, boa parte do mundo restante já controla os zumbis e aprendeu a se defender deles. Mas ainda há relatos de outras partes que ainda sofrem para sobreviver a cada dia e ainda há outras tantas das quais nunca mais se ouviu falar.

O legal de acompanhar essas entrevistas é entender, de depoimento a depoimento, a evolução da derrocada humana: o início do surto, a histeria, as mortes aos montes – seguidas pelas transformações dos mortos em zumbis –, a tentativa dos Governos Mundiais de conter a situação e sua queda pela incapacidade de impedir a disseminação da “doença”, a quase extinção da humanidade e então, seu reconhecimento como comunidade que se ajuda para sobreviver. Guerra Mundial Z mostra um bocado de esperança restaurada na humanidade quando esta está entre a sobrevivência ou aniquilação total.

Obviamente que os relatos não tratam só de heróis ou momentos de esperança diante de todas as adversidades. Há depoimentos que relatam a loucura geral; há entrevistados que claramente enlouqueceram e nunca mais se recuperarão do que perderam por causa do grande surto. Neles vemos que nunca mais a vida será a mesma e que essa ferida nunca mais cicatrizará. Nesses momentos de leitura, me senti agoniada, aflita e com o seguinte questionamento: como a humanidade lidaria com sua quase inevitável extinção?

Mas aí você me responde: o filme baseado no livro já mostra como isso aconteceria, não?

E eu te respondo: depende! O filme estrelado por Brad Pitt (que inclusive é a capa do exemplar que eu tenho) não tem nada a ver com o livro de Brooks. A impressão que dá é que eles somente usaram o nome para chamar o público. O filme foca em um personagem que busca a causa dessa doença misteriosa e ainda sobreviver para se juntar à família. Ou seja, nada a ver com o que é mostrado no livro. Eu particularmente gostei do filme, mas não há como compará-lo com o livro porque eles não são nada parecidos!

 

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Guerra Mundial Z é um relato que aflige ao mostrar como somos vulneráveis. Nós, seres humanos, não estamos no topo da cadeia alimentar como seres indestrutíveis. Espera só até o apocalipse zumbi acontecer e os “Anos Sombrios” começarem de verdade. Esse é um tipo de livro que reafirma uma quase certeza: os zumbis virão galera, algum dia, e acho melhor nos prepararmos… Alguém tem uma Katana ou um taco de beisebol cheio de arame farpado para me emprestar?

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