ER | MAIS PESADO QUE O CÉU

SINOPSE

Mais pesado que o céu apresenta a vida singular de Kurt Cobain, o mítico líder do Nirvana, banda que revolucionou o mundo do Rock and Roll no início da década de 1990, com o lançamento do clássico álbum Nevermind. Em capítulos que evoluem em ordem cronológica, Charles R. Cross traça a vida de Cobain desde sua infância, quando ele morava no interior de um trailer numa cidade perdida do estado de Washington, até a conquista da fama, do sucesso e da adoração de toda uma legião de fãs.

O livro revela os dramas familiares que instigaram a criatividade musical de Cobain, a história da geração que moldou seu caráter e sensibilidade, detalhes do vício pela heroína, os planos suicidas, seu estranho e conturbado caso de amor com Courtney Love e toda a trajetória do Nirvana. Analisando relatos médicos e policiais, e cartas do próprio músico, Charles Cross também revela fatos novos sobre a saúde de Kurt, sua depressão e seus últimos dias.

CRÍTICA RENEGADA

Todo roqueiro dos anos 1990 que se preze teve sua adoração por Kurt Cobain!

Ok, não só por Kurt, mas por todo o movimento grunge, iniciado em Seattle e que dominou o mundo, que caía cada vez mais no ostracismo da música pop reciclada da época.

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Um show tranks de rock, saca?

Infelizmente eu criei essa adoração pelas calças rasgadas e pelas camisas xadrez amarradas na cintura depois que ela já não era tão febre assim, mas admito que as bandas saídas de Seattle foram as primeiras que fizeram com que eu me apaixonasse pelo rock e o vivesse intensamente como estado de espírito até hoje.

Mais pesado que o céu conta a vida de Kurt Cobain. Suas dores, suas dificuldades, sua paixão pela música e, principalmente, sua falta de habilidade em lidar com a adoração que o mundo todo tinha por ele.

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Imagine: um dia você dorme no seu carro porque não tem um centavo sequer e no outro você é idolatrado por milhões de pessoas que tomam uma música que você escreveu como um hino pela libertação e pela rebeldia.

Esse livro é um daqueles que todo fã de música DEVE ler. A escrita de Charles R. Cross é quase uma ficção. Você sabe que aquelas linhas são baseadas em depoimentos da família, amigos de infância, companheiros de trabalho, jornalistas; mas ainda assim não parece algo tão quadrado. Cross escreve com tamanha dinâmica e desenvoltura, que você embarca na leitura como se ela fosse um grande romance dramático.

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É impossível não simpatizar e compreender porque Kurt Cobain se matou. Muita gente pode dizer que ele foi um babaca por ter tirado a vida tão cedo – já que tinha uma filha super novinha para cuidar –, mas a dor que ele sentia por tantos traumas e problemas vindos desde a infância era tamanha que a fama absurda só piorou a forma como ele lidava com tudo isso.

Kurt amava a música, mas, de certa forma, não gostava da fama. Ainda mais com uma imprensa tão invasiva e desrespeitosa como era a dos anos 1990. Hoje em dia, com a internet, é mais fácil os fãs e profissionais terem acesso aos artistas; mas antigamente era uma corrida para pegar o famoso com uma cara amassada, sem maquiagem ou simplesmente indo ao supermercado. E Kurt não sabia lidar com isso e tampouco imaginava como sair disso. Se ele abandonasse a carreira, além das multas contratuais astronômicas que pagaria, ele ainda teria que lidar com o possível arrependimento disso tudo. Você imagina como lidaria com tudo isso?

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E obviamente, o livro trata do dia D… 5 de abril de 1994, dia do suicídio de Kurt. Sei que rolam milhares de teorias de que Kurt teria sido assassinado (até pela esposa, a louca da Courtney Love), ou até de que estaria vivo e feliz longe de toda a bagunça em que sua vida foi transformada. Mas Cross é bem enfático e simples quando lida com o fim da vida de Kurt da forma como a conhecemos e a maestria de como ele narra o momento do tiro final é tão envolvente e dolorosa que é como se ele estivesse lá e visse os últimos minutos de Kurt… É de arrepiar!

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Carta de suicídio de Kurt Cobain

Eu admito que depois de ler Mais pesado que o céu, me tornei fã do Nirvana. Óbvio que eu gostava da banda, mas nunca fui fã de buscar a discografia, assistir a documentários, buscar entrevistas e shows. Mas depois de ter contato com essa obra fantástica de Charles R. Cross, fui arrebatada pela pessoa e pela personalidade de Kurt Cobain e pela trajetória eufórica e rápida do Nirvana.

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Formação clássica do Nirvana: Kurt Cobain, Krist Novoselic e Dave Grohl

Eu recomendo a leitura dessa biografia acompanhada com a discografia do Nirvana. Oficialmente, a banda lançou somente três álbuns de estúdio: Bleach (1989), Nevermind (1991) e In Utero (1993), então você ouve os álbuns no repeat várias vezes porque o livro não é tão curtinho assim. Mas eu te aconselho a ouvir o Unplugged MTV Nirvana, gravado em Nova York e lançado em 1994: nesse álbum dá para perceber que Kurt já não canta com a vivacidade mostrada em Smells Like Teen Spirit… Lá já é o começo do fim!

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Charles R. Cross é um escritor que já encarou biografias de grandes nomes da música: Bruce Springsteen, Led Zeppelin, Jimi Hendrix, entre outros. Vale a pena correr atrás de todas essas obras… São excelentes!

Mais pesado que o céu é uma biografia arrebatadora que tem tons de ficção sensacionais. Ela faz o que todo livro biográfico deveria fazer: traduz em palavras o que a música transcende… Os fãs agradecem!

compra

  • Renato M.P

    Realmente, esse livro é sensacional. Charles Cross lançou esse ano outro livro sovre o Kurt: “Kurt Cobain: A Construção do Mito”. Excelente também. Recomendo.

    • Cara, darei uma olhada… Não sabia que já tinha sido publicado no Brasil. Valeu! =D

  • Esse livro é top. :)))