VITRINE_CINEMA_GOURMET

Hoje quem escreve a Sra Gabu, porque eu estou com preguiça, quer dizer, porque ela me pediu, quem sabe ela não gosta e vira mais uma colunista.

Vamos lá:

Um bigodón, um monóculo e… voilà! Vamos ao cinema!

Tá. As mocinhas não precisam de um bigode (a não ser que seja o do namorado) para ir ao cinema. No máximo uma tattoo ou uma estampa na camisa.
Ok, não estamos falando da tendência hipster, nem de moda. Apesar de ter uma queda e simpatia por ambos assuntos =)

Para nós, ir ao cinema não é um simples programa de entretenimento. Somos exigentes, queremos um assistir ao filme numa poltrona bem localizada na sala, queremos um áudio que qualidade, uma imagem f*** pra car*****… Queremos sair do cinema e ter a sensação de que aquela foi uma das melhores experiências das nossas vidas, mesmo que o filme não tenha aquele plot de tirar o fôlego. E se teve, cara… tô feliz, posso morrer agora?

Vemos crescer a oferta de salas que proporcionam novas experiências. Claro, por um preço mais salgado. Algumas chegam a ter seus ingressos vendidos por mais que o dobro do valor de um ingresso na sala comum.
Fato é que as redes de cinema estão buscando atrair novamente as classes mais elevadas, já que com o aumento do poder de consumo e ascensão das classes, shoppings e consequentemente os cinemas, estão mais pulverizados, cada vez mais difícil de definir o público. Logo, propaganda no cinema já não se torna mais tão eficaz. Mas isso também é outro assunto.

Os cinéfilos que não querem perder um lançamento e fazem questão da telona grande, saem ganhando. Sim, ganhando e perdendo. A conta é simples, mas é capitalista: pague mais e tenha um produto/serviço de melhor qualidade.

Mês passado, uma das redes de cinema aqui de Campinas inaugurou 2 dessas salas, digamos, gourmet. Eu e meu namorado pensamos: vamos assistir Transformers lá! E fomos.
Observei algumas falhas na hora de comprar o ingresso no terminal de auto-atendimento, pois não estava explícito as salas especiais… Havia uma fila exclusiva para a pipoca (mas a atendente não conferiu meu ingresso) e percebi um menu diferenciado, com opções de pipoca ao azeite, pistache, mix de nuts e chá gelado como bebida. Ah, não resisti e peguei a pipoca tradicional. Oras, pipoca é pipoca! Azeite é azeite e eu acho q não são amigos.

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Entramos na sala….

Poltronas numeradas erradas! Hunf! Tinha um casal sentado no nosso lugar, jurando que estavam certos, mas tivemos que ter a ajuda do funcionário do cinema, que se desculpou pela numeração confusa das poltronas, que vieram montadas da Colômbia! Ui!
Mas tudo bem, tínhamos botões que inclinavam a poltrona tão silenciosamente, que fez a gente esquecer a numeração trocada. Crianças, né?
Só podíamos ter sido avisados de levar 2 coisas: cobertor e pinico. Fez um frio do caramba na sala e Transformers A era da Extinção é bem longo. Quando achei que estava nas cenas finais, me lembrei que vi no trailer o Optimus Prime montado num dinossauro e me toquei que essa cena ainda não havia passado pelos meus olhinhos. Ok, ok… Frio é psicológico. E xixi, também.

No final saímos felizes! Expectativas atingidas, recomendamos a sala e tudo mais. Afinal, as falhas podemos dar à precocidade dos serviços vip nessa rede. Ou estamos sendo bonzinhos? Afinal, não tivemos descontos por isso. Tudo bem que pagamos meia entrada por conta do banco que usamos, mas isso já é padrão da rede.

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