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Olá crianças hominídeas de todas as idades! Segurem suas calças, pois hoje vamos para real Fenda do Biquíni, vou propor uma pequena série de colunas ( colecione não fique sem a sua! … não pera …) sobre os animais naturais do oceano que nos encantam nas obras de ficção!
Então comecemos nossa viagem pelo nosso anfitrião Bob Esponja! Sem pernas, sem calças, sem quadradas rs.

Você que está lendo essa coluna talvez nunca tenha parado para pensar muito em: Por que um desenho se utilizaria de uma esponja-do-mar para retratar uma das figuras mais graciosamente idiota do mundo dos desenhos?
Contudo, se você tem alguma noção de Zoologia talvez tenha notado uma sacada monstruosa do autor. Para os que não entenderam, o Bob Esponja é uma sátira ao filo Porífera do Reino Animalia que é formado pelos animais mais simples que se tem notícia, justamente as esponjas-do-mar. O filo Porífera é o grupo mais primitivo dentro do reino sendo até classificados em um sub-reino chamado Parazoa, onde embora sejam organismos multicelulares não possuem uma verdadeira diferenciação de tecidos em seu corpo. Basicamente o corpo de uma esponja do mar é formado por células flageladas chamadas coanócitos, que fazem movimentar a água por uma série de canais de um sistema batizado de  sistema aquífero, assim o material orgânico trazido por está água são filtrados e digeridos, parte pelos coanócitos parte por outras células mais internalizadas denominadas amebócitos, que distribuem o produto digerido para as demais tendo assim somente digestão no nível intracelular,na maioria dos grupos de esponjas.

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Dos amebócitos também derivam gonócitos que serão células responsáveis por liberar os espermatozoides através do ósculo (essa abertura maior da esponja-do-mar), seguindo pela corrente de água até entrar em contato com outra esponja, onde os coanócitos os encaminharam para o óvulo na parte interior da esponja onde ocorrerá a fecundação, que por sua vez vai gerar uma larva ciliada que vai sair desta esponja e nadar até se fixar em algum ponto e desenvolver uma nova esponja.

As esponjas-do-mar não podem sair do lugar sendo chamadas de sésseis ou bentônicas. Possuem um esqueleto formado de compostos minerais em estruturas chamadas de espículas, ou seja, quando o Bob morrer vai ter um esqueleto de cálcio ou sílica sobrando no caixão.

Outra curiosidade interessante é que recentemente foram encontradas esponjas carnívoras que não se alimentam por meio do sistema aquífero, mas essas estranhezas pra variar são localizadas em regiões abissais bem profundas, neste caso elas se alimentam lançando uma substância digestiva digerindo o que entrar pelo orifício maior chamado ósculo. Do Mal.

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Várias vezes no desenho o Bob Esponja se rasga ou é picado e tem a capacidade de fazer aquele pedaço virar vários mini Bobs, isso é uma capacidade presente nesses animais SIM, se você quebrar uma esponja-do-mar em pequenos pedaços cada pedaço tem capacidade de se tornar um novo indivíduo, isso por suas células possuírem um alto grau de totipotência, que é se diferenciar e pela sua constituição bem independente.
Há pesquisas que indicam por estimativas de crescimento que podemos ter esponjas-do-mar com mais de 1500 anos. Se confirmado, o nosso amigo Bob poderia ser considerado o Matusalém científico.
O criador da série da Nickelodeon não foi tão específico à toa, Stephen Hillenburg é animador e biólogo marinho!
Por hoje essa é a ficha do nosso amigo Bob Esponja, na próxima continuaremos na Fenda do Biquini para adentrar mais afundo em algum habitante dessa terra das profundezas.

Mais uma coisa … para que Bob Esponja começasse a ser produzido Stephen deu adeus a sua outra série. Assim aqui no Nada Disso! farei uma menção honrosa a esta série animada que se foi para deixar brilhar a estrela de Bob. Obrigado pela diversão oferecida, querida ‘Vida moderna de Rocko”

 

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