Sinopse:

Uma comédia da FX que mostra o dia a dia do deputado Atílio Pereira e seus assessores na turbulenta selva que é o congresso nacional. Atílio sofre uma grande transformação quando ele é envolvido em um escândalo de corrupção. Surpreendentemente, ele sai do escândalo como o político mais honesto do Brasil.

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Critica:

Primeiro, se você nunca viu o stand up comedy do Danilo Gentili voltado apenas para políticos, pare o que você está fazendo agora e clique aqui.


Para ser sincero eu demorei pra começar a ver essa série, eu estava no pique das eleições e resolvi dar a chance, e por incrível que pareça eu me surpreendi com a série. Me empolgou um pouco nessa escassez de séries que eu estou sofrendo ultimamente.

É importante frisar que o humor brasileiro geralmente não é bom, principalmente quando vai pra televisão, mas nesse caso, por ser um cara que veio da internet, fez stand up e tem uma cabeça mais próxima da nossa geração, me fez comprar a serie.

Mas o que mais me chamou a atenção nessa série é a quebra de assuntos “tabu” de um jeito absurdo, porque não é uma quebra delicada, eles chutam a porta com tudo. É tipo piada sem limite que a gente vê na internet, mas obviamente por serem personagens, acaba virando uma crítica.

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O ponto fraco da serie na minha opinião, são as atuações, principalmente a do Danilo Gentili, afinal ele não é ator, mas você acaba comprando o personagem, que joga na tua cara de um jeito bem engraçado como a gente brasileiro é troxa.

Mas a série não é só o Danilo, os personagens secundários são muito bons, alguns são ótimas escadas, outros tem suas piadas próprias. Um em especial é o Mario, que é um funcionário concursado, ou seja não pode ser demitido (EEEEE BRASIL!!), que Atílio (Danilo) odeia, então todo tipo de agressão verbal gratuita vai pra ele, um recurso simples, mas é sempre legal ver o Atílio xingar o Mario.

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Ou então o Seiji, que é um meio negro, meio japonês, gay, e acho que judeu também, sei lá o cara é um monte de minoria. Ele tem uma discussão com o líder do partido, que é velho e cadeirante pra ver quem tinha mais direito sobre uma coisa, e os argumentos finais foram: “Por acaso, negro tem direito a assento preferencial? Gay tem direito a assento preferencial? Então sai daqui que eu sou idoso e cadeirante!”. Isso é só pra vocês entenderem a pegada da série, e como ela ta realmente cagando pro politicamente correto e fazendo jus ao seu título.

A abertura é muito divertida com varias montagens de jornal e elas vão sendo rabiscadas, e quem toca é o Ultraje a Rigor, com a música mais perfeita para o tema: “Filho da Puta”.

Se você não viu ainda essa serie ou minissérie, sei lá, vale a pena gastar um pouquinho do seu tempo, pra dar boas risadas e incentivar que as comédias tupiniquins aumente sua qualidade cada vez mais. Huehuebr lol