SR #99 | MARTIN AND DE NIRO

Avante Renegados!
Hoje tenho a honra de escrever a Sessão Renegada de número 99 sobre o assunto da semana. Todos devem saber que no dia 17 de novembro, mais precisamente na data anterior a publicação desta SR, comemora-se o aniversário de um homem que não só é um diretor renomado, mas um dos alicerces da sétima arte no período contemporâneo.

Martin Charles Scorcese sempre sonhou em ser padre, por ser um forte devoto aos costumes e tradições da igreja católica, porém foi durante a sua juventude que um pequeno hobby acabou evoluindo para um refinado gosto que findou em uma gigante obsessão. Criado em Little Italy, o bairro italiano de New York próximo ao Queens, este passou a infância entre costumes italianos o que viria a explicar muito do que foi feito em seus filmes, referencias e trejeitos de personagens que ficariam marcados na história.

Ingressou na Escola de Filmes da Universidade de Nova York, onde se formou e obteve especialização dentro do mesmo campo. Durante a época de faculdade, fez inúmeros curta-metragens, 8 entre 10 deles foi premiado pela excelência e Inovação. Já se via o dom natural dele para este tipo de arte visual. Logo, o sucesso na faculdade rendeu-lhe um convite de um figurão da época para participar da equipe de direção de um filme de médio orçamento em Hollywood. Estes pequenos trabalhos, para abrir caminho no mercado para sua genialidade acabaram colocando em sua vida um brilhante rapaz chamado Robert De Niro, que viria mais tarde, a se tornar um amigo pessoal e muito próximo. Começa então uma parceria sem limites de genialidade no longa Mean Streets, ou Caminhos Perigosos no Brasil.
Conforme o tempo passou, Martin cresceu em prestígio e respeito pela sociedade cinematográfica. Consolidou a sua força como diretor ainda mais com “Alice Doesn’t Live Here Anymore“, o Alice não Mora mais Aqui, que rendeu a Ellen Burstyn o Oscar de melhor atriz.

Muitos assim como eu, consideram a obra que viria a seguir um dos mais importantes marcos para o cinema contempôraneo. trazendo novamente seu amigo do peito, Robert De Niro ao papel de protagonista, Martin dirigiu Táxi Driver, uma obra que explica na visão de Martin e de provavelmente mais pessoas, a poluição não só ambiental, que paira sobre a cidade de Nova York. Um filme para fazer com que as pessoas pensam e reflitam, sem nem sequer ser direto no que diz. Com uma fotografia e trilha sonora simples mas vibrante e a genial atuação de De Niro, estava pregada na parede da história, o nome Martin Scorcese para sempre dentro do cinema mundial.

 

[ytp_video source=”44gB58YS53A”]

 

Baixos vieram também na carreira do diretor, como a produção do musical New York, New York, algum tempo depois de taxi driver, causando um desastre na bilheteria e na auto estima do mesmo. Conseguiu retornar aos poucos ao seu status original com a direção/produção de alguns documentários, mas voltou ao patamar lendário com Touro Indomável novamente retomando a parceria com o bom e velho De Niro, arrecadando com este trabalho, 8 indicações ao Oscar, incluindo Melhor ator para De Niro e melhor Diretor para si próprio.

 

[ytp_video source=”1NIPI2T3Itk”]

 

Talvez tenha iniciado aqui o que chamam por aí de maior injustiça do cinema. o fato de mesmo com o reconhecimento internacional como um dos maiores profissionais do cinema do mundo, jamais ter ganhado a honraria do Oscar como melhor diretor.
Como qualquer astro de verdade, isso nunca desmotivou Scorcese, que lançou obra prima atrás de obra prima, até finalmente vencer a estatueta dourada em 2007 com The Departed, ou Os Infiltrados. Vale a pena ver alguns dos mestres entregando o premio a ele:

 

[ytp_video source=”YbbzaS8rcak”]

 

Martin Scorcese tem, em minha opinião, o peso de gerações em suas costas, ao lado de nomes como Brian De Palma, George Lucas e Francis Ford Coppola, que construíram o mundo do cinema a sua própria maneira. Todos os diretores que fazem sucesso entre jovens e adultos nos dias de hoje devem um pouco de suas fortunas a ele e seus colegas aqui citados. Hoje em 2014 Martin completa 72 anos, muitos destes dedicados unica e exclusivamente as obras que encantam os que apreciam um bom filme e assim como ele Robert De Niro também faz parte desta incrível história dando não só vida, mas sentimentos e originalidade a cada personagem por ele interpretada. E Infelizmente, para nós mesmos, é difícil pensar que cada vez mais, diretores como Scorcese estão se extinguindo e o cinema esta dando o lugar de grandes e tocantes histórias, a efeito visuais de cegar e adaptações de nerrativas já construídas, com pouca originalidade. Espero que as Gerações que vem, possam de alguma maneira entender e apreciar o trabalho deste gênio, para entender como o que chamamos hoje de cinema foi de fato construído.

Martin Scorcese, NOTA:
icon_pubjoe_clapicon_pubjoe_clapicon_pubjoe_clapicon_pubjoe_clapicon_pubjoe_clapicon_pubjoe_clapicon_pubjoe_clapicon_pubjoe_clapicon_pubjoe_clapicon_pubjoe_clap

Quer saber mais da vida do gênio? Ouça Aqui o RC#116 – MARTIN SCORSESE