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Avante renegados!

E no X1 de hoje vou falar dele que está sempre preparado para tudo. O mais inteligente da Liga da Justiça! O maior detetive do mundo! BÁTEMA! SIM!! O Cavaleiro das trevas vem brindar este fim de geração dos consoles com a obra prima, Batman Arkham Origins!

O que é este jogo se não a despedida perfeita do batman para os consoles atuais? Simplesmente épico.

A história desta vez nos mostra o Cavaleiro das trevas em seu início de carreira. Dois anos depois da volta de Bruce Wayne a Gotham e do surgimento de um misterioso vigilante noturno, a criminalidade na grande cidade chega a um nível alarmante. A grande família mafiosa Falcone perde espaço no submundo para a organização levantada por Oswald Cabblepot, o Pinguim. Paralelamente a isso o corrupto Roman Sionis, conhecido como Máscara negra, usa seu dinheiro e influência para eliminar todos que se opõe ao império que ele pretende erguer. No início da trama, o jovem Batman, atrapalha os planos do Máscara Negra fazendo-o colocar uma enorme recompensa pela cabeça do morcego. Com isso, 8 grandes assassinos especialistas vem a Gotham para disputar o prêmio. Cabe ao morcego se livrar dos assassinos que querem mata-lo, achar o Máscara Negra e ainda fugir da polícia de Gotham que montou uma força tarefa especial liderada pelo capitão Jim Gordon para acha-lo e prendê-lo.

Ao jogar, encarei a história como um arco especial do Batman. Uma história que somente os gibis poderiam tornar realidade. Mas como os dois jogos anteriores, a Warner Bros. Montreal fez um trabalho admirável. Para aqueles que conhecem o batman e seus vilões mais afundo pelas HQs, ver a aparição bem colocada de Copperhead, Deadshot, DeathStroke e principalmente do Bane nesta trama, será no mínimo épico. Isso tudo sem deixar de lembrar o ocorrido nos jogos anteriores, como os desafios do Charada, que neste jogo é praticamente um novato, a construção da relação de confiança entre Batman e Gordon e os valiosos conselhos da jovem Barbara Gordon a futura Oráculo, com apenas 15 anos, e fã declarada do morcego a contragosto do pai.

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Outra coisa que fica bem evidente aqui, é a influência dos filmes da trilogia Nolan no aspecto do game em geral. O jovem Batman é muito mais impetuoso e arrisco-me a dizer, inconsequente, do que o experiente herói visto em Arkham Asylum e Arkham City. Exatamente como em Batman Begins. Para Ilustrar o que digo, em Arkham City, o costume era apagar o capanga após interroga-lo e não enforca-lo acidentalmente durante o interrogatório como acontece em Origins. A roupa e equipamentos do morcego também lembram bastante o que foi visto em o Cavaleiro das Trevas Ressurge. Assim como Alfred, que além da habitual serventia deixa muito mais evidente o lado paterno para com Bruce. E para ilustrar ainda mais isso, vejam a versão dublada do jogo, que foi feita pelo mesmo elenco que dublou a trilogia Nolan.

Quanto  a jogabilidade, quem já está habituado com a série Arkham, não verá muitas novidades. O sistema de combos e contragolpes continua funcionando bem e da mesma maneira. Assim como o uso dos equipamentos, a movimentação do personagem e a visão de detetive. Poucas novidades foram implementadas aqui. O que pode ser dito é que a avaliação da cena do Crime, que vimos pela primeira vez em Arkham City, foi aprimorada neste jogo te colocando em algumas situações onde você deve analisar todo o ambiente para achar pistas e resquícios de uma ação, até que você seja capaz de reproduzir pela visão de detetive o que aconteceu exatamente no local. Muito mais eficiente e rápido que o CSI.

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Vale lembrar que como o Batman não tem aquela experiência toda neste jogo, seus contragolpes não são tão eficientes como antes. Agora você tem que medir bem se vai continuar batendo freneticamente ou se vai parar para defender e contra-atacar, pois ao contrários dos jogos anteriores, você não consegue mais parar um golpe na metade para defender o ataque de um capanga as suas costas. O cenário do jogo, também merece ser destacado, pois se em Arkhan City, tínhamos uma cidade-prisão inteira para explorar, agora temos a cidade de GOTHAM Inteira, contando com a velha Gotham (ou como nos filmes, o Narrows) usada em Arkham City, e agora com a nova Gotham, cheia de ruas bem movimentadas e arranha-céus em cada esquina. Praticamente o dobro do espaço do último jogo.

Batman Arkham Origins, está com certeza entre os melhores da atualidade, pois pegou o excelente Arkham City e o aprimorou em todos os pontos que precisava. Muitos dirão que é somente mais do mesmo, mas não para aqueles que apreciam um roteiro denso e interessante e principalmente para os fãs do cavaleiro das trevas, que terão mais uma oportunidade de vive-lo em um jogo nesta geração.

ERIC_ASS