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Avante renegados!

O X1 de hoje, já vou logo avisando, está inspirador e dividido em duas partes (por que ficou grande para car$#o). Pois hoje, venho falar sobre uma das séries de jogos favoritos da comunidade gamer, que foi rebotada a algum tempo e de maneira épica. Estou falando da série CASTLEVANIA !!

Castlevania é uma bem sucedida série de games iniciada no longínquo ano de 1986 para MSX (um computador da época que a sua avó era gostosa), e lançado de maneira melhorada para o saudoso nintendinho em 1987. O plot principal se manteve basicamente o mesmo durante anos. Desbravar o castelo e matar o vampirão no final, que quase sempre era o querido Drácula.

Vamos relembrar o primeiro jogo que fez aquele sucesso. De volta a era clássica do Nintendo, Temos o original Castlevania. A missão de Simon, o atual chefe da família Belmont, uma família que a muitos anos vem protegendo os humanos contra criaturas das trevas, sobretudo vampiros. No ano de 1691, Drácula desperta novamente e começa a espalhar trevas e morte por toda a Transilvânia. Cabe a Simon, invadir o seu castelo, derrotar os seus acolitas e pôr fim ao reinado do Lord vampiro. Eis um jogo Linear de apenas 6 fases com chefões do jeito que todos nós gostávamos. Itens pra marcar pontuação, zumbis e outros monstros conforme as fases passavam e uma trilha sonora demasiado boa para um jogo de 8 bits. Neste jogo começamos a aprender sobre o grande universo que viria a se tornar Castlevania nos consoles.

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Em sua continuação direta, também para NES, o chamado Castlevania II: Simon’s Quest, mostra Simon retornando a ação 7 anos depois para desafazer uma maldição deixada por Drácula pouco antes de sua derrota no jogo anterior. Aqui sabemos um pouco mais sobre a família Belmont. O bizavô de Simon, Christopher Belmont que muitos anos antes dele, havia derrotado Drácula, e descobrimos um pouco mais sobre a linhagem que vem desde o primeiro surto psicótico do vampiro.
Em fim a Konami percebeu já nos 8 bits que esta seria uma franquia rentável. Talvez por sua simplicidade? Pela sua história e personagens cativantes? Pela sua jogabilidade diferente? (Castlevania era um dos poucos jogos do gênero de aventura onde o protagonista não usava uma espada ou os próprios punhos como arma principal, e sim um Chicote).

Nos concentrando na trama principal (pulando remakes e coisa e tal) Temos o primeiro Castlevania para Game Boy (acreditem, o Game Boy representou bem a série vampiresca), o jogo era Castlevania: The Adventure, e mostrava a campanha de Christopher Belmont contra Drácula. Os jogos em si, nunca tinham lá muitas novidades a não ser pelo fato de que o castelo de Drácula muda de forma a cada jogo (assim como o próprio Drácula). A era evoluiu para os 16 bits e junto com ela a série. Vemos Castlevania III que inicia uma das eras mais épicas da saga. Nele conhecemos Trevor Belmont, um ancestral de Simon e chefe da família Belmont de sua época. Vemos que até este ano a família Belmont estava exilada da Valáquia (território onde se localiza a Transilvânia) e no entanto é chamado de volta pela igreja pois Drácula novamente desperto, está arrasando tudo com um exército de monstros.

A grande novidade deste jogo estava no fato de que você poderia escolher um companheiro para te ajudar durante as fases e batalhas, eram eles Sypha Belnades, a sacerdotisa mágica, Grant DaNasty, o pirata “ninja”, e o fodão do Alucard, o meio vampiro filho de Drácula. Ao fim deste jogo, com Drácula destruído, Sypha e Trevor se casam e com a ajuda de Grant, reconstroem a Valáquia, enquanto Alucard entra em torpor por 300 anos.

Em 1995 então somos apresentados a Castlevania: Rondo of Blood, que mais tarde seria transformado em Castlevania: Drácula X, que conta a história do jovem Richter Belmont, descendente de Simon, herdeiro do chicote sagrado Vampire Killer, que vai atrás do vampirão para salvar sua noiva Annette e sua cunhadinha Maria! Neste Castlevania, finalizamos o grande prólogo do que seria o mais fantástico jogo da franquia.

Castlevania: Symphony Of the Night, para PS1, trouxe um estilo de jogo baseado em conceitos de RPG e cenário livre (praticamente um jogo de mundo aberto em 2D). Neste jogo pela primeira vez não temos um Belmont no papel principal e sim um Quoadjuvante do Castlevania III, Alucard!

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O meio vampiro acorda de seu torpor depois de 300 anos pois além de ainda não ter engolido a morte injusta de sua mãe, sentiu que os acolitas de seu pai estavam o trazendo de volta e desta vez não havia nenhum Belmont para detê-lo pois Richter, o atual chefe da família e protagonista de Castlevania: Dracula X, havia misteriosamente desaparecido. Alucard então entra no castelo e enfrenta seus velhos amigos de infância como a Morte, Cerberus, Leviatã, Olrox, e por aí vai, para impedir que Drácula retorne, e descobrir o paradeiro de Richter, o descendente de seu bom amigo Trevor. Alucard conhece a agora Jovem Maria que também está no castelo a procura de Richter, e acaba desenvolvendo um pequeno affair com a moça (pedofilia?).

Em Symphony Of The Night, graças a plataforma poderosa do PS1 (para época é claro) foi possível fazer um mapa imenso com vários cenários e inimigos diferentes, diálogos dublados entre os personagens e é claro, Trilha sonora orquestrada que está entre as mais belas já feitas para games na história. Symphony of the Night traz é considerado por muitos um dos melhores jogos da era Playstation e arrisco-me a dizer, um dos melhores jogos da história gamer, com sua trama cativante, personagens muito bem construídos, plot twists de explodir cabeças e mais de um final possível. Coisas como o diálogo inicial entre Drácula e Richter, viraram ícones lembrados pelos fãs até hoje!

Infelizmente no PS2, A história continuou mas não com a mesma mão cuidadosa e qualidade de Symphony of the Night. Castlevania: Lament of the Innocence, nos conta a origem (de forma meio confusa) de como surgiu Drácula neste universo e como surgiu a Família Belmont caçadora de Vampiros com o Chicote sagrado Vampire Killer, isso através dos olhos de Leon que seria o primeiro do clan. Isso torna as coisas meio loucas pois a origem é contada de maneira diferente no Castlevania Legends para GBA, onde a primeira Belmont é Sonia, mãe de Trevor. E aí? Qual é a oficial? Já o famigerado Curse of Darkness, também para PS2, foi um fiasco sem limites, tentando usar um protagonista maluco com poderes malucos de invocação e criação de demônios numa disputa em que até o fim do jogo não envolvia Drácula e sim um general do mesmo nos tempos em que este ainda era um guerreiro.

A saga Castlevania se alonga ainda mais do que isso e ainda acho que faremos um cast sobre. XD. Hoje vou parar por aqui e contar na segunda parte deste X1, sobre o que há de melhor no Game Boy da saga e como ela foi magnificamente rebootada para a geração atual em Lords of Shadow I e II (que vai sair no fim de fevereiro direto para o meu PC :D)
Já sabem! Xingamentos e comentários logo abaixo!

To be continued…

ERIC_ASS