JR | BATERAS

Muitos dizem por aí que bateristas não são de fato músicos. Que existe uma diferença entre música e percussão. Bem o que dizer? Consideram Rock um tipo de música? Ok, Experimente fazer uma banda de Rock sem um baterista. O resultado é um Glee Club e nada mais. Sou suspeito para falar sobre isso por que sempre vou defender o meu instrumento. Tocar guitarra é legal e tals, mas bater um tambor?? FOOODAAA!!

Em fim, no Jukebox de hoje pensei em falar um pouco mais sobre este maravilhoso instrumento que é a bateria. E não só a bateria em si, mas a percussão como um todo, englobando todos os maravilhosos profissionais que compõe esta casta da música.
A bateria e uma banda é responsável pelo tempo e andamento da música. O baterista marca o tempo através da condução o que deve ser seguido pelo baixista e pelo guitarrista e pelos vocais e por aí vai. Essa é a função mais primária de um batera em uma banda, e posso subdividir isso em vários ritmos, não só o Rock. Ao contrário do que acontece em uma orquestra sinfônica, onde os tambores não marcam o tempo e sim servem para elevar o grave em determinado ponto ou ainda destacar determinado compasso, como se fosse um preenchimento. E ambos são diferentes do que ocorre no caso das escolas de samba. Nas baterias das escolas, os conjuntos de tambores ditam o tempo, a melodia e o ritmo, e em alguns casos, acompanhados de um leve cavaquinho ou violão. Acredito que os tambores foram um dos primeiros métodos de expressão rítmica de que se tem notícia, e é impressionante notar como e pra onde a evolução ocorreu.

Acredito que toda pessoa que toca algum instrumento, se interessa em aprender de verdade e procurar informações ou aulas, tem em algum momento uma fonte de inspiração, aquela música, ou na maior parte das vezes aquele cara/mina que te inspira a aprender os caminhos musicais.
Não é diferente quando se trata dos bateristas. Existem alguns deles que realmente fizeram a diferença no cenário musical.
Veja aqui alguns dos caras que servem e serviram de inspiração para muitos dos que estão no ar hoje.

Keith Moon
O Baterista da aclamada The Who, tinha um nome para zelar. Moon era literalmente “lunático” e arrebentava a batera como um maluco durante os shows. As linhas de bateria das músicas do The Who são o que eu chamo de simples porém muito eficazes e para a galera que teve a sorte de ver a banda tocando ao vivo em seus áureos tempos, viu por que o cara era tido como lunático. Muitos formaram bandas inspiradas em The Who e muitos bateras hoje copiam a maluquice de Keith em alguns momentos

John Bonham

John Bonham, assim como Keith Moon, já está no céu dos bateristas e assim como ele foi parte de uma banda lendária.
Baterista do Led Zeppelin, John ajudou a trazer ao mundo algumas das melhores músicas de Rock da história. Ao contrário do maluco do Keith, John era extremamente calmo e montava linhas de batera que conversavam de maneira extremamente harmônica com a guitarra de Jimmy Page. Sério, é bonito de ouvir se você prestar atenção. Esse homem joga na cara do mundo que o baterista é sim um músico e um IMPORTANTE músico.

Chad Smith e Dave Grohl

tenho que citar esses dois caras, pois além de inspirarem toda uma geração de molecada a serem bateristas, foram duas inspirações pessoais para mim. Chad Smith é o batera do Red Hot Chili Peppers, a banda por onde eu comecei de fato a gostar de Rock. Seus grooves funkeados (o verdadeiro funk e não o carioca) são simples e sua habilidade com o quick bass é sem igual, o que torna todas as linhas construídas por ele, um casamento perfeito com o baixo tocado por Flea. Na boa, esses dois juntos seguram um show sozinhos sem problema. Ele foi o batera que me fez pensar “Puts, preciso aprender a tocar bateria”.
Quanto a Dave Grohl, esse cara que pertenceu a duas bandas lendárias do Rock, possui um método mais agressivo e forte, chegando a moer os tambores em alguns shows. No Foo Fighters todos sabem que ele é o guitarra e vocal, mas não existe um show em que ele não senta na batera pra relembrar o que ele fazia de melhor na época do Nirvana. Esse cara foi o que me fez pensar “Puts, preciso aprender a tocar IGUAL a ele!”

Buddy Rich

Pra encerrar vou falar deste cara que acho que já está no patamar de divindade das baterias. Buddy Rich, é um maluco que incorpora na palco e na vida uma característica que muitos dos bateristas da atualidade parecem ter se esquecido. Não é preciso um jogo de pratos dos mais caros ou um kit de tambores gigantesco pra tirar um ótimo som. Ele não precisava de nada disso e arrebentava como ninguém. Muitos bateras que vieram em seus passos como o senhor da salsa Dave Weckl, ou os caras citados la em cima, Keith e John, usaram o que esse cara inventou. A técnica do Rullo, ou o famoso rufar de tambores, era sua marca registrada e ele aplicava de maneira rítmica e fenomenal em seus grooves. Que deus tenha este mestre do Jazz do Blues e do Rock and Roll, pois muitos e eu digo muitos mesmo, que hoje são bons, ótimos ou lendários, chegaram lá observando o que ele fez.

Sei que existe uma infinidade de bateristas grandiosos por aí. Mike Portnoy, Neal Peart, Travis Barker e muitos outros mitos, mas esses caras aqui citados são uma fonte de constante inspiração para mim e depois de uma pesquisa, vi que muitos os tem em suas listas também.
Deixo este conselho, se você quiser tocar um instrumento musical, tiver vontade de aprender a fazer música, muitos começam pelo violão, isso é um fato, talvez por ser um instrumento mais acessível e mais popular. Depois disso, o ideal é seguir o que o seu coração mandar. E se o seu coração mandar na batera, cara você tá muuuito certo ^^